segunda-feira, 30 de junho de 2008

Vinte e sete

"No que se refere à evolução, é indispensável, desde o início, convencer-se plenamente de que não há evolução mecânica possível. A evolução do homem é a evolução de sua consciência. E a 'consciência' não pode evoluir inconscientemente. A evolução do homem é a evolução de sua vontade e a 'vontade' não pode evoluir involuntariamente. A evolução do homem é a evolução de seu poder de 'fazer' e 'fazer' não pode ser o resultado do que acontece."

G.I. Gurdjieff

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Vinte e seis

"No céu da paz divina um corpo ingente
Gira: em sua virtude está guardado
O ser de quanto é ele o continente.

O céu seguinte, de astros marchetado,
Aquele ser reparte por essências
Distintas, mas que tem nele encerrado.

Os outros céus, por várias influências,
Distinções que contêm, dispõe, lhes dando
Quanto serve aos seus fins e conseqüências.

Esses órgãos do mundo (estás notando)
Seguem, pois, gradação, que não varia;
Vêm de cima os que abaixo vão passando.

Comprendes já como é segura a via,
Por onde ir à verdade desejada:
Depois o vau tu passarás sem guia.

Deve aos santos motores imputada
Ser, como ao fabro o efeito do martelo,
Dos céus a ação, desta arte revelada.

E o céu, que tantos lumes fazem belo,
Do Ser Supremo, que no espaço o agita.
A imagem toma e a insculpe como selo.

E como alma, que a humana argila habita,
Por diferentes membros atuando,
Faculdades diversas exercita,

A Inteligência assim multiplicando
Dos astros nos milhões sua bondade,
Sobre a Unidade sua vês girando.

Cada virtude, em sua variedade,
A cada precioso corpo é unida
A que dá, como em vós vitalidade.

A virtude, em tais corpos infundida
Refulge, de um ser ledo procedente
Qual ledice em pupila refletida.

Daí vem que uma luz de outra é diferente,
Não por efeito do que é denso e raro:
Esse é formal princípio eficiente
Conforme a sua ação o turvo e o claro."

Dante Aliguieri, A Divina Comédia: Paraíso - Canto II

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Vinte e cinco

Marcos, 7:1-23 - Bíblia Ave Maria

1.Os fariseus e alguns dos escribas vindos de Jerusalém tinham sereunido em torno dele.
2.E perceberam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as lavar.
3.(Com efeito, os fariseus e todos os judeus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos;
4.e, quando voltam do mercado, não comem sem ter feito abluções. E há muitos outros costumes que observam por tradição, como lavar os copos, os jarros e os pratos de metal.)
5.Os fariseus e os escribas perguntaram-lhe: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos impuras?
6.Jesus disse-lhes: Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
7.Em vão, pois, me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos (29,13).
8.Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens.
9.E Jesus acrescentou: Na realidade, invalidais o mandamento de Deus para estabelecer a vossa tradição.
10.Pois Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe; e: Todo aquele que amaldiçoar pai ou mãe seja morto.
11.Vós, porém, dizeis: Se alguém disser ao pai ou à mãe: Qualquer coisa que de minha parte te pudesse ser útil é corban, isto é, oferta,
12.e já não lhe deixais fazer coisa alguma a favor de seu pai ou de sua mãe,
13.anulando a palavra de Deus por vossa tradição que vós vos transmitistes. E fazeis ainda muitas coisas semelhantes.
14.Tendo chamado de novo a turba, dizia-lhes: Ouvi-me todos, e entendei.

15.Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem.


16.[bom entendedor meia palavra basta.]
17.Quando deixou o povo e entrou em casa, os seus discípulos perguntaram-lhe acerca da parábola.
18.Respondeu-lhes: Sois também vós assim ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode tornar impuro,
19.porque não lhe entra no coração, mas vai ao ventre e dali segue sua lei natural? Assim ele declarava puros todos os alimentos. E acrescentava:
20.Ora, o que sai do homem, isso é que mancha o homem.
21.Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos,
22.adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez.
23.Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem.

domingo, 8 de junho de 2008

Vinte e quatro

O Amor é a Una Verdade que ninguém vê,
por sermos nós mesmos tão múltiplos
É um estado de tamanha "nulidade"
Que sempre passará desapercebido pelo tamanho (milhares faces) do Ego

Detruímos por medo
Abandonamos por Orgulho
E sentimos só pelo Egoísmo

Cada conflito, gera o estado de desejo
onde a busca do alívio é a meta...
mas Desejo é uma idéia...
e portanto vulnerável as influências externas....
e assim nunca saciável

Amar é Ser, portanto instala-se a Paz
de agir em Comunhão
com Aquele que AMA sem cessar.

Lu