"Carinhosamente, olhou a torrente de águas, o verde transparente, as linhas cristalinas de seu desenho misterioso. Notou que do fundo subiam pérolas luminosas, que na superfície flutuavam silenciosas bolhas de ar, que o espelho refletia o azul do céu. Com milhares de olhos fitava-o o rio, olhos verdes, brancos, diáfanos, cerúleos. Como ele adorava aquelas águas! Estava encantado por elas. Sentia-se grato. Notava que no coração a voz tornava a falar. Despertada do sono, dizia-lhe: 'Ama as águas! Não te afastes delas! Aprende o que te ensinam!' Ah, sim! Ele queria aprender delas, queria escutar a sua mensagem. Quem entendesse a água e seus arcanos – assim lhe parecia – compreenderia muita outra coisa ainda, muitos mistérios, todos os mistérios."